segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Sistema Muscular

Em nosso corpo humano existe uma enorme variedades de músculos, dos mais variados tamanhos e formato, onde cada um tem a sua disposição conforme o seu local de origem e de inserção.
Temos aproximadamente 212 músculos, sendo 112 na região frontal e 100 na região dorsal. Cada músculo possui o seu nervo motor, o qual divide-se em muitos ramos para poder controlar todas as células do músculo. Onde as divisões destes ramos terminam em um mecanismo conhecido como placa motora.
O sistema muscular é capaz de efetuar imensa variedade de movimento, onde toda essas contrações musculares são controladas e coordenadas pelo cerebro.
Além disso não podemos esquecer de salientar da importância dos músculos na postura e nas dores, pois sabemos que muitas lombalgia ou cervicalgia são provocadas por encurtamento de músculos, sendo necessário com isso que os mesmos estejam em uma posição mínima de comprimento.
Um fato importante é com relação ao encurtamento dos músculo da cadeia posterior e fraqueza dos músculos da cadeia anterior que pode provocar muitas vezes dores e posicionamento inadequado do indivíduo, sendo com isso necessário termos um equilibrio com relação aos músculos.
As patologias mais comuns desse desiquilibrio são: as lombalgias, cervicalgia, dores no nervo ciático, pubeite, lateralização da patela, entorse de tornozelo, tendinites e outras patologias.

Os músculos são os órgãos ativos do movimento. São eles dotados da capacidade de contrair-se e de relaxar-se, e, em conseqüência, transmitem os seus movimentos aos ossos sobre os quais se inserem, os quais formam o sistema passivo do aparelho locomotor. O movimento de todo o corpo humano ou de algumas das suas partes - cabeça, pescoço, tronco, extremidades deve-se aos músculos. De músculos estão, ainda, dotados os Órgãos que podem produzir certos movimentos (coração, estômago, intestino, bexiga etc.).
A musculatura toda do corpo humano pode, portanto, dividir-se em duas categorias:
1) Os músculos esqueléticos, que se ligam ao esqueleto; estes músculos se inserem sobre os ossos e sobre as cartilagens e contribuem, com a pele e o esqueleto, para formar o invólucro exterior do corpo. Constituem aquilo que vulgarmente se chama a "carne" e são comandados pela vontade.
2) Os músculos viscerais, que entram na constituição dos órgãos profundos, ou vísceras, para assegurar-lhes determinados movimentos. Estes músculos têm estrutura "lisa" e funcionam independentemente da nossa vontade.
Uma categoria à parte é constituída pelos músculos cutâneos, os quais se inserem na pele, pelo menos por uma das suas, extremidades. No homem, esses músculos são pouco desenvolvidos e são encontrados, na sua maior parte, na cabeça e no pescoço (músculos mímicos), mas são desenvolvidíssimos nos animais.
   
As células musculares, chamadas fibras, têm a capacidade de mover-se. O movimento, uma das propriedades mais surpreendentes da matéria vivente, não é patrimônio exclusivo do músculo. No século XVII, observou-se através de um microscópio o movimento de células espermáticas. Existe uma grande variedade de células capazes de mover-se, como, por exemplo: os glóbulos brancos que viajam pelo sangue até os tecidos onde vão atuar, o movimento dos cílios (pelos) na superfície de algumas células como no Sistema Respiratório. Nestes casos, o movimento é função secundária das células.
Com o termo "músculo" nos referimos a um conjunto de células musculares organizadas, unidas por tecido conectivo. Cada célula muscular se denomina fibra muscular. No corpo humano há três tipos de músculos:
Estriado, voluntário ou esquelético.
Liso, involuntário.
Cardíaco.

Músculo esquelético estriado ou voluntário

As células do músculo esquelético são cilíndricas, filiformes. Uma fibra muscular ordinária mede aproximadamente 2,5 cm de comprimento e sua largura é menor de um décimo de milímetro. As fibras musculares se agrupam em feixes. Cada músculo se compõe de muitos feixes de fibras musculares.
É avermelhado, de contração brusca, e seus movimentos dependem da vontade dos indivíduos. Constitui o tecido mais abundante do organismo e representa de 40 a 45% do peso corporal total.
A carne que reveste os ossos é tecido muscular. Esses se encontram unidos aos ossos do corpo e sua contração é que origina os movimentos das distintas partes do esqueleto, e também participa em outras atividades como a eliminação da urina e das fezes. A atividade do músculo esquelético está sob o controle do sistema nervoso central e os movimentos que produz se relacionam principalmente com interações entre o organismo e o meio externo.
Chama-se de estriado porque suas células aparecem estriadas ou raiadas ao microscópio, igual ao músculo cardíaco. Cada fibra muscular se comporta como uma unidade. Um músculo esquelético tem tantas unidades quanto fibras. Por isso se define como multiunitário. O movimento é feito por contração da fibra muscular.

Músculo liso ou involuntário

As células do músculo liso são sempre fusiformes e alargadas. Seu tamanho varia muito, dependendo de sua origem. As células menores se encontram nas arteríolas e as de maior tamanho no útero grávido. Suas fibras não apresentam estriações e por isso são chamados de liso. Tendem a ser de cor pálida, sua contração é lenta e sustentada, e não estão sujeitos à vontade da pessoa; de onde deriva seu nome de involuntário.
Esse músculo reveste ou forma parte das paredes de órgãos ocos tais como a traquéia, o estômago, o trato intestinal, a bexiga, o útero e os vasos sangüíneos. Como um exemplo de sua função, podemos dizer que os músculos lisos comprimem o conteúdo dessas cavidades, intervindo desta maneira em processos tais como a regulação da pressão arterial, a digestão etc.
Além desses conjuntos organizados, também se encontram células de músculo liso no músculo eretor do pêlo, músculos intrínsecos do olho etc. A regulação de sua atividade é realizada pelo sistema nervoso autônomo e hormônios circulantes. As fibras do músculo liso são menores e mais delicadas do que as do músculo esquelético. Não se inserem no osso, mas atuam como paredes de órgãos ocos.
Em volta dos tubos, em geral, há duas capas, uma interna circular e uma externa longitudinal. A musculatura circular constringe o tubo; a longitudinal encurta o tubo e tende a ampliar a luz. No tubo digestivo, o esforço conjunto da musculatura circular e da longitudinal impulsiona o conteúdo do tubo produzindo ondas de constrição chamadas movimentos peristálticos.

Há dois tipos de músculo liso:

Multi-unitário: cada fibra se comporta como uma unidade independente, comportamento semelhante ao músculo esquelético. Ex: músculo eretor do pêlo, músculos intrínsecos do olho etc. Não se contraem espontaneamente. A estimulação nervosa autônoma é que desencadeia sua contração.
Unitários simples: as células se comportam de modo semelhante ao músculo cardíaco, como se fossem uma estrutura única. O impulso se transmite de célula a célula. Pode-se dizer que o músculo, em sua totalidade, funciona como uma unidade. Ex: músculo intestinal, do útero, ureter etc.

Músculo cardíaco ou miocárdio

Forma as paredes do coração, não está sujeito ao controle da vontade, tem aspecto estriado.
Suas fibras se dispõem juntas para formar uma rede contínua e ramificada. Portanto, o miocárdio pode contrair-se em massa.
O coração responde a um estímulo do tipo " tudo ou nada", daí que se classifique como unitário simples. O músculo cardíaco se contrai ritmicamente 60 a 80 vezes por minuto.

Unidade motora ou unidade funcional

Cada músculo tem um nervo motor (grupo de fibras nervosas) que entra nele.
Cada fibra nervosa se divide em ramas terminais, chegando cada rama a uma fibra muscular.
Em conseqüência, a unidade motora esta formada por um só neurônio e o grupo de células musculares que este inerva.
O músculo possui muitas unidades motoras. Responde de forma graduada dependendo do número de unidades motoras que se ativem.

Contração muscular

A maquinaria contrátil da fibra muscular está formada por cadeias protéicas que se deslizam para encurtar a fibra muscular. Entre elas há a miosina e a actina, que constituem os filamentos grossos e finos, respectivamente. Quando um impulso chega através de uma fibra nervosa, o músculo se contrai.
Quando uma fibra muscular se contrai, se encurta e alarga. Seu comprimento diminui a 2/3 ou à metade. Deduz-se que a amplitude do movimento depende do comprimento das fibras musculares. O período de recuperação do músculo esquelético é tão curto que o músculo pode responder a um segundo estímulo quando ainda perdura a contração correspondente ao primeiro. A superposição provoca um efeito de esgotamento superior ao normal.
Depois da contração, o músculo se recupera, consome oxigênio e elimina bióxido de carbono e calor em proporção superior à registrada durante o repouso, determinando o período de recuperação.
O fato de que consome oxigênio e libera bióxido de carbono sugere que a contração é um processo de oxidação mas, aparentemente, não é essencial, já que o músculo pode se contrair na ausência de oxigênio, como em períodos de ação violenta; mas, nesses casos, se cansa mais rápido e podem aparecer cãibras.
   

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Membros Inferiores"Sistema Esquelético"

Cintura Pélvica

Da mesma forma que a cintura escapular é a junção entre membros superiores e tronco, a cintura pélvica é a junção entre membros inferiores e tronco. Preste atenção, quando falamos em osso do quadril estamos nos referindo ao ílio, ísquio e púbis, a pelve é a junção do osso do quadril direito com o osso do quadril esquerdo, articulados anteriormente com a púbis e posteriormente com o sacro. O sacro participa aqui da pelve, porém ele é um osso do esqueleto axial, lembre - se que o mesmo faz parte da coluna vertebral... Não confunda!






Fonte: SOBOTTA, J. Atlas de Anatomia Humana. 22ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.


Osso do Quadril

Quando falamos do quadril sabemos se trata de uma estrutura com anatomia e topografia complexas, direito e esquerdo, osso plano e irregular, constituido pela fusão de 3 ossos, sendo eles, o ílio (porção superior), ísquio (porção póstero - inferior) e púbis (ânteo - inferior). Os dois ossos do quadril unem - se anteriormente pela sínfise púbica, cada um deles vai se articular posteriormente com a porção superior do sacro e lateralmente com o osso fêmur, a posição anatômica dos ossos se torna então facilmente identificadas, a fossa do acetábula onde se articula a cabeça do fêmur fica lateral e ligeiramente voltada para frente, enquanto que a sínfise púbica deverá estar anterior e medialmente, o túber isquiático posterior. Lembrando que existe uma diferença entre osso do quadril e pelve, quando falamos em pelve estaremos nos referindo a estrutura completa de ossos do quadril se articulando entre si anteriormente e posteriormente se articulando com as vértebras sacrococcígeas, a palavra pelve vem derivada do latin, pelvis, que significa bacia, podemos entender então porque algumas pessoas se referem a pelve como bacia.

Ílio

Formado por um corpo e uma asa, onde a asa é a porção superior.

Principais acidêntes ósseos:

  • Espinha ilíaca póstero - superior.
  • Espinha ilíaca póstero - inferior.
  • Espinha ilíaca ântero - superior.
  • Espinha ilíaca ântrero - inferior.
  • Crista ilíaca.
  • Face glútea ou externa.
  • Linha glútea anterior.
  • Linha glútea inferior.
  • Linha glútea posterior.
  • Fossa ilíaca.
  • Face auricular.
Ísquio

Formado por um corpo e um ramo.

Principais acidentes ósseos:

  • Túber isquiático.
  • Incisura isquiática menor.
  • Espinha isquiática.
  • Incisura isquiática maior.
  • Corpo e ramo do ísquio.
Púbis

Formado por um corpo e dois ramos.

Principais acidentes ósseos:

  • Tubérculo púbico.
  • Ramo inferior do púbis.
  • Ramo superior do púbis.
  • Face sinfisial.
Ilíaco - Vista Lateral


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Ilíaco - Vista Medial


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

FÊMUR

O fêmur ou osso da coxa é o mais longo e mais forte de todo o corpo. É o único osso longo entre a extremidade do quadril e a articulação do joelho.

Principais acidêntes ósseos:

Porção média e distal do fêmur vista anterior.

  • Corpo ou diáfise do fêmur, a patela esta localizada na porção distal do fêmur.
  • Note que a parte mais distal da patela situa – se a aproximadamente 1,25cm acima ou proximal à verdadeira articulação do joelho, com a perna completamente distendida, essa relação é importante no posicionamento para a radiografia da articulação do joelho.
  • Temos a superfície patelar, depressão triangular superficial e lisa, na porção distal da face anterior do fêmur, algumas essa depressão é também chamada de sulco intercondiliano.
Porção medial e distal do fêmur vista posterior.


  • A vista posterior da porção distal do fêmur demonstra melhor os dois grandes côndilos arredondados separados distal e posteriormente pela fossa ou incisura intercondiliana profunda, em cima da qual esta a superfície poplítea.
  • As porções arredondadas distais dos côndilos medial e lateral contêm superfícies lisas para se articularem com a tíbia. O côndilo medial e se estende inferiormente ou mais distalmente do que lateral, quando a diáfise femoral esta na posição vertical, isso explica porque o RC deve estar inclinado em um ângulo de 5º a 7º cefálicos para uma incidência lateral de joelho, de modo que os côndilos se sobreponham diretamente paralelos ao filme.
  • Uma diferença que distingue os côndilos medial e lateral é a presença do tubérculo adutor, uma área ligeiramente elevada que recebe o tendão de um músculo adutor, esse tubérculo esta está presente na face látero – posterior do côndilo medial.
  • Ele é bem visualizado por uma incidência lateral ligeiramente rodada na porção distal do fêmur e joelho, a presença desse tubérculo adutor no côndilo medial é importante na análise da rotação de uma incidência lateral do joelho, já que permite ao examinador se o joelho esta sub – rodado ou super – rodado, de modo a corrigir um erro de posicionamento, quando o joelho não esta em uma posição lateral verdadeira.
  • Os epicôndilos medial e lateral podem ser palpados como proeminências ásperas para fixação dos ligamentos e estão localizados nas porções mais externas dos côndilos, o epicôndilo medial junto com o tubérculo adutor é o mais proeminente dos dois.
Porção distal do fêmur e patela vista lateral.

Essa vista demonstra a relação da patela com a superfície patelar localizada na parte distal do fêmur.
  • Quando a perna é flexionada, a patela se move para baixo e é tracionada para dentro do sulco ou depressão intercondiliana, uma flexão parcial próxima de 45º, exibe a patela sendo tracionada apenas parcialmente para baixo, mas, com uma flexão de 90º, a patela se moveria mais para baixo, sobre a porção distal do fêmur.
  • Esse movimento e a relação da patela com a porção distal do fêmur ganha importância no posicionamento da articulação do joelho e da incidência tangencial da articulação patelofemoral.
  • A superfície posterior da porção distal do fêmur bem próxima a fossa intercondiliana é chamada de superfície poplítea, por sobre a qual passam os nervos e vasos sangüíneos poplíteos.

Porção distal do fêmur e da patela vista axial.

Demonstra mais uma vez a relação da patelar com a superfície patelar da porção distal do fêmur.
  • Outras estruturas como a fossa intercondiliana e os epicôndilos são bem demonstrados aqui.






Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


Patela
Osso triangular chato, com cerca de duas polegadas de diâmetro. A patela parece estar de cabeça para baixo porque seu ápice pontiagudo está localizado na borda inferior e sua base é a borda superior.
A superfície anterior ou externa é côncava e áspera, e a superfície posterior interna é lisa e ovalada, pois se articula com o fêmur. Para saber se a patela é esquerda ou direita, quando desarticulada, podemos colocar este osso na bancada com a face articular voltada para baixo e com o ápice em sentido contrário a nós e soltá -la, ela se enclinará para o lado correspondente.

  • Base da patela.
  • Ápice da patela.
  • Face articular lateral.
  • Face articular medial.


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


Fibula
O osso menos da perna, esta localizada lateral e posteriormente ao osso maior, a tíbia.
  • A fíbula se articula com a tíbia proximalmente e com a tíbia e o tálus distalmente.
  • A extremidade proximal: cabeça da fíbula, ápice da cabeça da fíbula, colo da fíbula.
  • Diáfise, que é o corpo da fíbula.Extremidade distal: alargada pode ser palpada como uma protuberância na face lateral da articulação do tornozelo, sendo denominada maléolo lateral.



Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


Tibia

A tíbia, como um dos maiores ossos do corpo, serve de suporte ao peso imposto à perna. A tíbia pode facilmente ser sentida por cima da pele, ao se palpar a porção ântero – medial da perna. Ela é composta de três partes: corpo e duas extremidades.
- Extremidade proximal: côndilos medial e lateral, eminência intercondiliana (tubérculos intercondilianos medial e lateral), facetas articulares (platô tibial), tuberosidade tibial (local de fixação do tendão patela), diáfise, crista ou borda anterior.
- Como pode se observar na vista lateral, as facetas articulares que formam o platô tibial inclinam – se posteriormente, 10º a 20º em relação ao eixo longitudinal da tíbia, essa é uma importante consideração anatômica, porque, quando posicionamos um joelho para a incidência AP, o raio central deve fazer uma angulação, quando necessário, em relação ao chassi e a mesa de exame para ficar paralelo ao platô tibial, essa angulação é essencial para demonstrar um espaço articular “aberto” em uma incidência AP de joelho.Extremidade distal: está é menor que a proximal e termina com um curto processo em forma de pirâmide, denominado maléolo medial, temos ainda, incisura fibular.




Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


Ossos do Pé

Tarsos

Os sete grandes ossos da porção proximal do pé recebem a denominação de ossos do tarso ou tarsais. Os nomes dos ossos do tarso são, calcâneo, tálus, cubóide, navicular, primeiro, segundo e terceiro cuneiformes. Os tarsos são maiores e menos móveis que os ossos do carpo, pois, fornecem a base de suporte do corpo, na posição ortostática. Algumas vezes os sete ossos do tarso são tratados como ossos do tornozelo, apesar de somente o tálus estar envolvido nesta articulação.

Calcâneo

O maior e mais forte osso do pé é este.
Com freqüência a parte posterior é denominada de osso do calcanhar.
À parte mais póstero – inferior do calcâneo contém um processo denominado tuberosidade.
Certos tendões de grande tamanho encontram – se aderidos a esse processo áspero e estriado, no qual, em seus pontos mais amplos, podem ser observados dois pequenos processos arredondados, o maior é o processo lateral e o menos pronunciado é o processo medial. Uma outra protuberância óssea que varia de tamanho e forma e é visualizada lateralmente em uma incidência axial é a tróclea fibular, algumas vezes também denominada processo troclear.
Na face proximal medial situa – se um processo ósseo mais proeminente denominado sustentáculo do tálus, que literalmente significa suporte para o tálus.
Tálus

O tálus é o segundo maior osso e está localizado entre a perna e o calcâneo.
O peso do corpo é transmitido por intermédio desse osso através das importantes articulações do tornozelo e talocalcânea.

Navicular
O navicular é um osso ovalado, achatado, localizado na face medial do pé, entre o tálus e os três cuneiformes.

Cuneiformes
Os três cuneiformes, (em forma de cunha), estão localizados na porção média do pé, entre os três primeiros metatarsos distalmente e o navicular proximalmente. O maior cuneiforme, que se articula com o primeiro metatarso, é o cuneiforme medial (primeiro), o cuneiforme intermédio (segundo), se articula com o segundo metatarso, sendo este o menor deles. O cuneiforme lateral, (terceiro), articula – se com o terceiro metatarso, distalmente, e com o cubóide lateralmente. Por fim todos os três cuneiformes articulam – se com o navicular proximalmente.

Cubóide

O cubóide esta situado na face lateral do pé, distal ao calcâneo e proximal ao quarto e quinto metatarsos.

Metatarsos

São os cinco ossos da região dorsal do pé. Numerados juntamente com os dedos, ou seja, começando co o um na face medial e terminando com o cinco na face lateral. É provida de três partes, a parte distal redonda de cada metatarso é a cabeça do metatarso, temos o corpo do metatarso, a extremidade proximal expandida de cada metatarso é chamada de base. A parte lateral da base do quinto metatarso é chamada de tuberosidade do quinto metatarso, bem proeminente, local aonde vai se inserir um tendão.A porção proximal do quinto metatarso assim como a tuberosidade é prontamente visível nas radiografias e é um local comum de traumatismo na região podálica, por isso essa área deve ser bem visualizada nos exames radiográficos.
Falanges
São os ossos mais distais do pé, que formam os artelhos ou dedos do pé. São numerados de um a cinco, começando do lado medial ou do primeiro artelho. Preste atenção no primeiro artelho, ele terá apenas duas falanges, sendo elas as falanges proximal e distal. Do segundo até o quinto dedo nós teremos três falanges, a proximal, a medial e a distal. Quando você for se referir a qualquer um dos ossos ou articulação do pé, o dedo e o pé devem ser identificados da seguinte forma, a falange distal do primeiro artelho direito ou ainda falange distal do primeiro dedo do pé direito, desta maneira quem for analisar o exame não ficará com duvida de qual estrutura estamos tratando. Tendo em vista que as falanges distais do segundo ao quinto artelho são de tamanho bem reduzido, por ser difícil a visualização dos ossos separadamente na radiografia.




Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Membros Superiores"Sistema Esquelético"

MEMBROS SUPERIORES
                            Região que compreende as cinturas e os membros.

Cintura Escapular

Essa região refere – se a junção entre os membros superiores e o tronco, ou esqueleto apendicular e axial. Constituído pela escápula e pela clavícula, a primeira encontra – se a parte dorsal do tórax, envolta por musculatura que impede o contato direto com o gradil costal, enquanto que a clavícula se encontra na parte ventral do tórax, superior ao gradil costal.




Fonte: SOBOTTA, J. Atlas de Anatomia Humana. 22ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.



Clavícula


Osso longo, que se estende da borda superior do manúbrio esternal ao acrômio da escápula, ligando dessa forma o tronco ao membro superior indiretamente através da escápula. Seus dois terços mediais são convexos anteriormente; seu terço lateral é côncavo; sua extremidade acromial é achatada; sua extremidade esternal é levemente arredondada; possui uma face rugosa voltada inferiormente e sua face lisa esta voltada superiormente.


Principais acidentes ósseos:

  • Extremidade esternal.
  • Extremidade acromial.
  • Corpo da clavícula.
  • Tubérculo conóide.
  • Linha trapezóide.

  • Impressão do ligamento costoclavícular.
                                                         Clavícula - Vistas
      Fonte: SOBOTTA, J. Atlas de Anatomia Humana, 22ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.



Escápula

Ligada ao osso esterno pela clavícula, articula – se com o úmero pela cavidade glenóide e está situada na parede póstero – superior do tórax. Para observar sua posição anatômica, observe que sua face côncava (fossa subescapular), é anterior; sua espinha é posterior; o acrômio e a cavidade glenóide são laterais. Possui ainda bordas superior, medial e lateral e ângulos superior, inferior, lateral e acromial.

Principais acidentes ósseos:

  • Acrômio.

  • Fossa supra – espinhal.

  • Fossa infra – espinhal.

  • Espinha da escápula.

  • Processo coracóide.

  • Fossa subescapular.

  • Cavidade glenóide.


Fonte: SOBOTTA, J. Atlas de Anatomia Humana, 22ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
Osso do braço

Úmero

Osso longo, articula – se superiormente com a cavidade glenóide da escápula, e inferior ou distalmente, com o rádio lateralmente; e com a ulna medialmente. Para e obter a posição anatômica quando o osso esta desarticulado, preste atenção na cabeça, deve estar superior com a face articular voltada medialmente, com os tubérculos anteriores separados pelo sulco intertubercular.

Principais acidentes ósseos:
  • Cabeça do úmero.
  • Tubérculo maior.
  • Tubérculo menor.
  • Sulco intertubercular.
  • Colos anatômicos e cirúrgicos.
  • Tuberosidade deltóidea.
  • Capitulo.
  • Tróclea.
  • Fossa do olécrano.
  • Face lateral.
  • Epicôndilo medial.
  • Fossa coronóide.
  • Fossa radial.
Úmero - vistas

Fonte: SOBOTTA, J. Atlas de Anatomia Humana, 22ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

Rádio
Também osso longo, encontrado lateralmente no antebraço, articula – se proximalmente pela concavidade da cabeça do rádio, com o capítulo do úmero, a circunferência articular da cabeça do rádio articula – se com a incisura radial da ulna. Distalmente articula – se com os ossos do carpo por meio da face articular do carpo e com a ulna por incisura ulnar. Sua extremidade maior é colocada distalmente, com sua face côncava e lisa voltada anteriormente e o processo estilóide distal e lateral. A tuberosidade radial deve ser colocada medialmente.


Principais acidentes ósseos:      
  • Cabeça do rádio.
  • Circunferência articular da cabeça do rádio.
  • Tuberosidade radial.
  • Margem ou borda interóssea.
  • Face anterior, lateral e posterior.
  • Incisura ulnar (medial).
  • Face articular do carpo.
  • Processo estilóide (lateral).
  • Colo do rádio.                                     
Rádio - vistas.
              Fonte: SOBOTTA, J. Atlas de Anatomia Humana, 22ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
Ulna
Osso localizado medialmente no antebraço, proximalmente, articula – se com a tróclea, do úmero pela estrutura denominada incisura troclear. Ainda proximalmente , articula – se com o rádio, por meio da incisura radial, na qual gira a circunferência da cabeça do rádio (movimentos de pronação e supinação). Distalmente, a face inferior da cabeça da ulna articula – se com o disco articular, que a separa dos ossos do carpo. A porção lateral da cabeça (circunferência articular da cabeça), articula –se com a incisura ulna do rádio (movimentos de pronação e supinação). Par achar sua posição anatômica coloca – se a grande incisura voltada anteriormente e a borda interóssea cortando o osso lateralmente. O processo estilóide é posicionado distal e medialmente.
Principais acidentes ósseos:
  • Processo coronóide.
  • Incisura troclear.
  • Incisura radial. Olécrano.
  • Borda interóssea.
  • Cabeça da ulna.
  • Circunferência articular da cabeça da ulna.
  • Processo estilóide.                           Ulna - Vistas

Fonte: SOBOTTA, J. Atlas de Anatomia Humana, 22ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
Ossos das Mãos
Carpos
A região denominada carpo é composta por oito ossos dispostos em duas fileiras.

Primeira fileira ou fileira proximal (de lateral para medial) – Escafóide; apresenta anteriormente um tubérculo e posteriormente um sulco. Semilunar; recebe esse nome por ter a forma de uma meia lua. Piramidal; tem a forma de uma pirâmide. Pisiforme; é o menor dos ossos do carpo, localiza – se na face anterior do piramidal, em alguns casos esta aderida. A fileira proximal articula – se com o rádio (exceto pisiforme).
Segunda fileira ou fileira distal ( de lateral para medial) – Trapézio; recebe este nome pelo formato de um trapézio, possui uma protuberância em formato de sela, que se articula com a base do primeiro metacarpo. Trapezóide; formato de um trapézio, porém menor, mais largo dorsal do que ventralmente. Capitato; é o maior dos osso do carpo. Hamato; facilmente reconhecido pelo seu gancho. Além da articulação entre si, a segunda fileira articula – se proximalmente com os ossos da primeira fileira e distalmente com os ossos do metacarpo.
METACARPOS
Numerados de I a V de lateral para medial, articulam – se com os carpos, proximalmente e com as falanges distalmente, os quatro metacarpos mediais ainda se articulam entre si por meio de sua bases.
FALANGES
Cada dedo possui três falanges, com exceção do polegar, que possui apenas duas. As falanges são ditas proximais, médias e distais.
                                     Ossos da Mão - Vista Anterior


Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000. 
Ossos da Mão - Vista Posterior
Ossos do carpo
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Tórax"Sistema Esquelético"

                 Tórax

Os ossos do tórax formam uma verdadeira caixa com algumas fenestrações, que são os espaços entre as costelas. Elas formam um verdadeiro gradil, denominado gradil costal. Além disso o esqueleto torácico possui uma abertura superior que permite que as diversas estruturas do pescoço ganhem a cavidade torácica. E possui uma abertura inferior que, como veremos em outro capítulo, é fechada pelo diafragma.
O tórax é constituído: 
- posteriormente pelas 12 vértebras torácicas
- anteriormente pelo osso esterno
- lateralmente por 12 pares de costelas.
                                                              Tórax - vista anterior 
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Esterno
É um osso chato, plano e ímpar. É um importante osso hematopoético. Articula-se com as clavículas e com as cartilagens das 7 primeiras costelas. Constituído por 3 partes: manúbrio, corpo e processo xifóide.
Manúbrio
Tem um formato de trapézio. Possui:
- Uma face anterior, que também pode ser chamada de face externa ou face peitoral. Essa face é bastante lisa e levemente convexa
- Uma face posterior, que também pode ser chamada de face interna ou pleural. Ela é côncava e lisa.
- Uma borda superior onde encontramos a Incisura Jugular as Incisuras Claviculares
- Duas bordas laterais, onde cada borda possui uma incisura para a articulação da 1º costela e outra incisura para a articulação da 1/2 da 2º costela.
- Uma borda inferior, que se articula com o corpo. Essa articulação é chamada de sínfise manúbrioesternal e forma um ângulo, o Ângulo esternal ou Ângulo de Louis.

Corpo do Esterno
É a maior parte do osso esterno, tem formato alongado e possuí varias incisuras laterais para as articulações com as costelas. Possui:
- Uma face anterior ou que é levemente convexa.
- Uma face posterior, que também pode ser chamada de face interna ou pleural, côncava e lisa.
- Uma borda superior que se articula com o manúbrio, é a sínfise manúbrioesternal.
- Uma borda inferior que se articula com o processo xifóide
- Duas bordas laterais que possuem diversas incisuras para articular o manúbrio às costelas.

Processo Xifóide
É a menor das 3 porções do esterno, alem de ser bastante delgado. Pode possuir um forame, o forame do processo xifóide.
                               Esterno - Vista anterior e lateral
Fonte: SOBOTTA, Johannes. Atlas de Anatomia Humana. 21ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.

Costelas
São ossos alongados, em forma de semi-arcos, que se articulam com as vértebras e com o esterno. Temos ao todo 12 pares de costelas e podemos classifica-las em:
- Verdadeiras: são 7 pares de costelas que se articulam diretamente com o esterno através das cartilagens costais. Ressaltando que são as 7 primeiras costelas.
- Falsas: 3 pares, elas se articulam indiretamente com o esterno
- Flutuantes: 2 pares, são os dois últimos pares de costelas. Recebem esse nome porque não se articulam com o esterno, estão fixadas somente às vértebras.

1ª Costela:
Possui algumas características especiais, à saber:
- Uma face Superior
Sulco Ventral - passagem da veia subclávia
Tubérculo Escaleno - Inserção do músculo escaleno anterior
Sulco Dorsal - passagem da artéria subclávia
Tubérculo do Músculo Escaleno Médio

- Uma borda externa
- Uma borda interna

2ª a 12ª Costelas:
Possuem como características gerais:
- Uma extremidade posterior
Cabeça da Costela - Parte da costela que articula-se com a coluna vertebral (vértebras torácicas)
Fóvea da Cabeça da Costela
Colo da Costela - Porção achatada que se estende lateralmente à cabeça
Tubérculo da Costela - Eminência na face posterior da junção do colo com o corpo
Fóvea do Tubérculo da Costela
Ângulo Costal 

                                                                 Costela - Vista anterior
  
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.         
                                 

                   1ª Costela  e Costeleta Típica - Vista superior







Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

 - Um corpo. Este corpo possui um sulco, o sulco costal que é muito importante, pois nele passa o feixe vasculonervoso intercostal.

Coluna Vertebral

Coluna Vertebral:
A coluna vertebral é constituída pela superposição de uma série de ossos isolados denominados vértebras. Superiormente, se articula com o osso occipital (crânio); inferiormente, articula-se com o osso do quadril ( Ilíaco ). A coluna vertebral é dividida em quatro regiões: Cervical, Torácica, Lombar e Sacro-Coccígea.
São 7 vértebras cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, 5 sacrais e cerca de 4 coccígeas.

Curvaturas da Coluna Vertebral:
Numa vista lateral, a coluna apresenta várias curvaturas consideradas fisiológicas.
São elas: cervical (convexa ventralmente - LORDOSE), torácica (côncava ventralmente - CIFOSE), lombar (convexa ventralmente - LORDOSE) e pélvica (côncava ventralmente - CIFOSE). Quando uma destas curvaturas está aumentada, chamamos de HIPERCIFOSE (Região dorsal e pélvica) ou HIPERLORDOSE (Região cervical e lombar).
Numa vista anterior ou posterior, a coluna vertebral não apresenta nenhuma curvatura. Quando ocorre alguma curvatura neste plano chamamos de ESCOLIOSE.






Características gerais:
Corpo: É a maior parte da vértebra. É único e mediano e está voltado para frente é representado por um segmento cilindro, apresentando uma face superior e outra inferior.
FUNÇÃO: Sustentação.
Processo Espinhoso: É a parte do arco ósseo que se situa medialmente e posteriormente.
FUNÇÃO: Movimentação
Processo Transverso: São 2 prolongamento laterais, direito e esquerdo, que se projetam transversalmente de cada lado do ponto de união do pedículo com a lâmina.
FUNÇÃO: Movimentação.
Processos Articulares: São em número de quatro, dois superiores e dois inferiores. São saliências que se destinam à articulação das vértebras entre si.
FUNÇÃO: Obstrução.
Lâminas: São duas lâminas, uma direita e outra esquerda, que ligam o processo espinhoso ao processo transverso.
FUNÇÃO: Proteção.
Pedículos: São partes mais estreitadas, que ligam o processo transverso ao corpo vertebral.
FUNÇÃO: Proteção.
Forame Vertebral: Situado posteriormente ao corpo e limitado lateral e posteriormente pelo arco ósseo.
FUNÇÃO: Proteção




Características regionais:
Vértebra Cervical: Apresenta um forame no processo transverso chamado forame transverso ou forame da artéria vertebral.




Vértebra Torácica: Apresenta uma faceta articular para as costelas (fóvea costal).







Vértebra Lombar: Apresenta um processo transverso bem desenvolvido chamado apêndice costiforme. Pode ser diferenciado também por não apresentar forame no processo transverso e nem a fóvea costal.




Características individuais:
Atlas ( 1ª vértebra cervical )
A principal diferenciação desta para as outras vértebras é de não possuir corpo.
Além disso, esta vértebra apresenta outras estruturas:
* Arco Anterior - forma cerca de 1/5 do anel.
* Tubérculo Anterior
* Fóvea Dental - articula-se com o Dente do áxis (processo odontóide)
* Arco Posterior - forma cerca de 2/5 do anel.
* Tubérculo Posterior
* Massas Laterais - partes mais volumosas e sólidas do atlas e suportam o peso da cabeça.
* Face Articular Superior - articula-se com os condilos do occipital.
* Face Articular Inferior - articula-se com os processos articulares superiores da 2ª vértebra cervical (Áxis).
* Processos Transversos - encontram-se os forames transversos.

Vista Superior


Vista Inferior



Áxis ( 2ª vértebra cervical ) 
Apresenta um processo ósseo forte denominado Dente (Processo Odontóide)que localiza-se superiormente e articula-se com o arco anterior do Atlas.

Vista Anterior


Vista Posterior



Vértebra Proeminente ( 7ª vértebra cervical ) 
* Processo espinhoso longo e proeminente.




Sacro:
Na coluna vertebral encontramos também o sacro (cerca de quatro ou cinco vértebras fundidas - não móveis) e inferiormente ao mesmo, localiza-se o cóccix (fusão de 4 vértebras - não móveis).

O sacro tem a forma de uma pirâmide quadrangular com a base voltada para cima e o ápice para baixo. Articula-se superiormente com a 5ª vértebra lombar e inferiormente com o cóccix.
O sacro é a fusão de cinco vértebras e apresenta 4 faces: duas laterais, uma anterior e uma posterior.
Faces Laterais
O principal acidente das faces laterais são as faces auriculares que servem de ponto de articulação com o osso do quadril ( Ilíaco ).
Face Anterior ( Ilíaca )
É concava e apresenta quatro cristas transversais, que correspondem aos discos intervertebrais. Possui quatro forames sacrais anteriores.
Face Posterior ( Dorsal )
É convexa e apresenta os seguintes acidentes ósseos:
* Crista Sacral Mediana - apresenta três ou quatro processos espinhosos
* Crista Sacral Lateral - formada por tubérculos que representam os processos transversos das vértebras sacrais.
* Crista Sacral Intermédia - tubérculos produzidos pela fusão dos processos articulares
* Forames Sacrais Posteriores - lateralmente à crista intermédia
* Hiato Sacral - abertura ampla formada pela separação das lâminas da quinta vértebra sacral com a linha mediana posterior.
* Cornos Sacrais - tubérculos que representam processos articulares posterior da quinta vértebra sacral
Base 
* Promontório
* Asas Sacrais
* Processos Articulares Superiores Direito e Esquerdo - articulam-se com a quinta vértebra lombar.
* Canal Sacral - canal vertebral do sacro.
Ápice 
Articula-se com o cóccix.


Vista Anterior


Vista Posterior


Vista Lateral


Cóccix
Fusão de 3 a 5 vértebras, apresenta a base voltada para cima e o ápice para baixo.
O cóccix apresenta algumas estruturas:
* Cornos Coccígeos
* Processos Transversos Rudimentares
* Processos Articulares Rudimentares
* Corpos

Vista Anterior


Vista Posterior
Disco Intervertebral
Entre os corpos vertebrais desde a segunda vértebra cervical até o sacro, existem discos intervertebrais.
Constituído por um tecido fibroso periférico composto por tecido fibrocartilaginoso, chamado anel fibroso, e uma substância interna, elástica e macia, chamada núcleo pulposo. Os discos formam fortes articulações, permitem várias movimentos da coluna vertebral e absorve impactos.